Desde que conheço o Hugo, que temos mantido um relacionamento Mestre/Discipulo. Se a vida fosse o Karate Kid, eu seria o sábio, experiente e sexy mestre Mr. Myagi, enquanto o Hugo seria o jovem, impetuoso, esforçado, mas pouco brilhante estudante de Karate a quem eu mandaria pintar a cerca, encerar o carro, ou apanhar moscas, para que aprendesse os mistérios do karaté. Hmmm, agora que penso nisso, devo dizer que não é só com o Hugo e os jogos de tabuleiro que assumo esta posição de de sabedoria e superioridade, mas pronto, isso são contas de outro rosário.
Ou seja, e no que a jogos de tabuleiro diz respeito, eu assumo o papel do sensei, aquele que tudo sabe e que quase sempre ganha, enquanto o Hugo fica relegado para o papel de jovem obediente e permanentemente maravilhado com a vastidão da inteligência e dos conhecimentos do mestre.
Infelizmente, por mais cercas que eu o mande pintar e por mais vezes que ele me encere o carro, continua com uma dificuldade extrema em perceber porque é que é sempre pisoteado quando jogamos Tigris, ou porque é que não gastar dinheiro para comprar acções no Löwenherz não é uma boa ideia. Enfim, nem todos os discipulos têm a mesma qualidade e, neste caso particular, devo dizer que o Mr. Myagi teve imensa sorte em lhe ter saído o jovem Daniel...
Mas, o que estou a tentar dizer é que, normalmente, eu seleciono os jogos, compro-os e depois permito que o Hugo os jogue para a seguir vir aqui colocar as suas patéticas tentativas de imitar os meus magnificos session reports e as minhas interessantes e acertadas reviews.
Ora, há relativamente pouco tempo, a formiga ganhou catarro e resolveu experimentar um jogo, longe da asa protectora do mestre. Reuniu-se secretamente com meia dúzia de latagões de um dojo rival, que ainda por cima não percebiam absolutamente nada de karaté, e foi jogar Fórmula Dé com eles. Como se isso não fosse suficiente, ainda teve a lata de escrever um post aqui no blog sobre o assunto!
Apesar da fraca qualidade da review me dar vontade de rir, devo confessar que o petiz conseguiu despertar a minha atenção para um jogo que tinha, até aqui, passado completamente despercebido. E, devo confessar, que achei piada a algumas das ideias - nomeadamente a de usar dados com um numero de faces e uma gama de valores diferentes para emular as mudanças de um carro - e reconheci imediatamente um grande potencial para introduzir gamers mais casuais a esta vida dificil.
No entanto, o Fórmula Dé tem um grande problema: a duração!
Se 3 horas não são demais, quando se está entretido a dominar a bacia do mediterrâneo exterminado sem piedade os adversários e deixando os filhos dos seus soldados orfãos, ou a construir um império de transportes ferroviários, levando os rivais à falência e à miséria, deixando os filhos dos seus trabalhadores com fome, a verdade é que quando se está a lançar dados para se fazer uma corrida de carros, 3 horas são claramente um exagero dificilmente aceitável, como qualquer pessoa minimamente atenta imediatamente notará!
Claro que o Hugo não notou, como seria de esperar, mas felizmente os designers do jogo não andam a dormir e, não contentes com isso, resolveram fazer alguma para alterar a situação...e foi assim que nasceu o Fórmula Dé Mini.
Basicamente é uma versão do Fórmula Dé - com o mesmo brilhante mecanismo dos dados a simular mudanças - mas bastante simplificada, principalmente na parte do jogo que não lida directamente com a corrida.
Ou seja, em vez da parafernália de pontos a que é preciso prestar atenção no jogo base (estado dos pneus, estado do motor, estado dos travões, estado da máquina de calcular que é usada para efectuar as 1670 operações aritméticas necessárias a cada jogada, etc), tudo é abstraído para "pontos de vida". São estes pontos que o jogador gasta quando entra demasiado rápido numa curva, quando faz uma redução de caixa demasiado abrupta, quando conduz demasiado próximo de um adversário, etc. Também são estes pontos de vida que, ao acabarem, determinam a eliminação de um carro e que podem ser "recarregados" com uma ida à boxe. Por outro lado, as pistas também são mais pequenas e, tudo isto conjugado, permite que se faça uma corrida com 3 voltas em mais ou menos 1 hora, com 4 jogadores (cada um com 2 carros).
E isto meus amigos, faz toda a diferença!
Passa-se assim de um jogo monstro que, não só demora imenso tempo, como ainda deve reduzir o cérebro dos menos habituados a uma papa fumegante, tal a quantidade de contas que é preciso fazer, por jogada - leia-se, só vais jogar isto com os mais geeks de entre os geeks - para um jogo giro, divertido, que se joga numa horita e, apesar das simplificações, nunca dá a ideia de ser demasiado aleatório. Ainda por cima, com o aspecto "brinquedo" que tem, desperta imediatamente a curiosidade e dá ideia de que nunca vai ser dificil arranjar adversários para o jogar. Aliás, se tenho dúvidas que fosse jogar Fórmula Dé muitas vezes, tenho a certeza que este Fórmula Dé Mini vai sair do saco com muita frequência.
A única desvantagem em relação ao original são as pistas! Se é verdade que há dezenas de pistas adicionais disponíveis para o Fórmula Dé, para esta versão Mini só estão disponíveis as pistas que vêm com o jogo (e são duas). Mas pode ser que sejam publicadas mais algumas, nunca se sabe...
Ou seja, e no que a jogos de tabuleiro diz respeito, eu assumo o papel do sensei, aquele que tudo sabe e que quase sempre ganha, enquanto o Hugo fica relegado para o papel de jovem obediente e permanentemente maravilhado com a vastidão da inteligência e dos conhecimentos do mestre.
Infelizmente, por mais cercas que eu o mande pintar e por mais vezes que ele me encere o carro, continua com uma dificuldade extrema em perceber porque é que é sempre pisoteado quando jogamos Tigris, ou porque é que não gastar dinheiro para comprar acções no Löwenherz não é uma boa ideia. Enfim, nem todos os discipulos têm a mesma qualidade e, neste caso particular, devo dizer que o Mr. Myagi teve imensa sorte em lhe ter saído o jovem Daniel...
Mas, o que estou a tentar dizer é que, normalmente, eu seleciono os jogos, compro-os e depois permito que o Hugo os jogue para a seguir vir aqui colocar as suas patéticas tentativas de imitar os meus magnificos session reports e as minhas interessantes e acertadas reviews.
Ora, há relativamente pouco tempo, a formiga ganhou catarro e resolveu experimentar um jogo, longe da asa protectora do mestre. Reuniu-se secretamente com meia dúzia de latagões de um dojo rival, que ainda por cima não percebiam absolutamente nada de karaté, e foi jogar Fórmula Dé com eles. Como se isso não fosse suficiente, ainda teve a lata de escrever um post aqui no blog sobre o assunto!
Apesar da fraca qualidade da review me dar vontade de rir, devo confessar que o petiz conseguiu despertar a minha atenção para um jogo que tinha, até aqui, passado completamente despercebido. E, devo confessar, que achei piada a algumas das ideias - nomeadamente a de usar dados com um numero de faces e uma gama de valores diferentes para emular as mudanças de um carro - e reconheci imediatamente um grande potencial para introduzir gamers mais casuais a esta vida dificil.
No entanto, o Fórmula Dé tem um grande problema: a duração!
Se 3 horas não são demais, quando se está entretido a dominar a bacia do mediterrâneo exterminado sem piedade os adversários e deixando os filhos dos seus soldados orfãos, ou a construir um império de transportes ferroviários, levando os rivais à falência e à miséria, deixando os filhos dos seus trabalhadores com fome, a verdade é que quando se está a lançar dados para se fazer uma corrida de carros, 3 horas são claramente um exagero dificilmente aceitável, como qualquer pessoa minimamente atenta imediatamente notará!
Claro que o Hugo não notou, como seria de esperar, mas felizmente os designers do jogo não andam a dormir e, não contentes com isso, resolveram fazer alguma para alterar a situação...e foi assim que nasceu o Fórmula Dé Mini.
Basicamente é uma versão do Fórmula Dé - com o mesmo brilhante mecanismo dos dados a simular mudanças - mas bastante simplificada, principalmente na parte do jogo que não lida directamente com a corrida.
Ou seja, em vez da parafernália de pontos a que é preciso prestar atenção no jogo base (estado dos pneus, estado do motor, estado dos travões, estado da máquina de calcular que é usada para efectuar as 1670 operações aritméticas necessárias a cada jogada, etc), tudo é abstraído para "pontos de vida". São estes pontos que o jogador gasta quando entra demasiado rápido numa curva, quando faz uma redução de caixa demasiado abrupta, quando conduz demasiado próximo de um adversário, etc. Também são estes pontos de vida que, ao acabarem, determinam a eliminação de um carro e que podem ser "recarregados" com uma ida à boxe. Por outro lado, as pistas também são mais pequenas e, tudo isto conjugado, permite que se faça uma corrida com 3 voltas em mais ou menos 1 hora, com 4 jogadores (cada um com 2 carros).
E isto meus amigos, faz toda a diferença!
Passa-se assim de um jogo monstro que, não só demora imenso tempo, como ainda deve reduzir o cérebro dos menos habituados a uma papa fumegante, tal a quantidade de contas que é preciso fazer, por jogada - leia-se, só vais jogar isto com os mais geeks de entre os geeks - para um jogo giro, divertido, que se joga numa horita e, apesar das simplificações, nunca dá a ideia de ser demasiado aleatório. Ainda por cima, com o aspecto "brinquedo" que tem, desperta imediatamente a curiosidade e dá ideia de que nunca vai ser dificil arranjar adversários para o jogar. Aliás, se tenho dúvidas que fosse jogar Fórmula Dé muitas vezes, tenho a certeza que este Fórmula Dé Mini vai sair do saco com muita frequência.
A única desvantagem em relação ao original são as pistas! Se é verdade que há dezenas de pistas adicionais disponíveis para o Fórmula Dé, para esta versão Mini só estão disponíveis as pistas que vêm com o jogo (e são duas). Mas pode ser que sejam publicadas mais algumas, nunca se sabe...








































