Desta vez foram vários os títulos que foram para cima da mesa. O afamado e demorado Arkham Horror, Bonanza, o estrondoso Modern Art, o recente Thurn und Taxis, o extraordinário El Grande, o matemático Samurai, Dungeon Twister e o espampanante Commads and Colors: Ancients.
A ideia era haver disponível sempre um jogo para se jogar. De forma que mal acabava uma partida abria-se logo outra, havendo alguma rotação e também a oportunidade de conhecer jogos que ainda não se tinha experimentado.
Apareceram umas 15 pessoas que aos poucos se foram dividindo pelas mesas. A sessão começou com Arkham Horror, jogo que não participei mas tive a oportunidade de assistir à fase final. Pareceu-me interessante mas excessivamente demorado. Uma das queixas foi o facto dum jogador só jogar de 15 em 15 minutos. Desta forma o jogador tende a desconcentrar-se e também a perder o interesse. Quem jogou achou piada, mas os momentos mortos desmoralizavam e o desejo da partida acabar o mais rapidamente possível era bem visível.
Do outro lado jogava-se Bonanza. Um jogo de cartas que não assisti e por isso não posso tecer qualquer tipo de comentário. Mas aparentemente quem o jogou parecia animado e divertido.
Antes do jantar houve ainda tempo para um Thurn und Taxis e também para um Modern Art em que participei e que correu muito bem. Éramos 3 e os outros dois jogadores não conheciam esta obra-prima do mestre Knizia. O jogo decorreu muito bem e foi bastante interessante e motivador, como aliás são todas as partidas de Modern Art. Fiquei em último lugar o que demonstra bem a dificuldade que tenho em ler o jogo e o que devo fazer. Mas numa outra oportunidade vou-me debruçar mais sobre o que penso de Modern Art. É que cada cabeça tem a sua sentença e o consenso de como o jogar melhor não existe.
O Thurn und Taxis ao lado também pareceu correr bem, como aliás é norma. O jogo é bastante interessante e existe sempre uma quantidade de opções difíceis a serem tomadas. Sentido de oportunidade exige-se e uma boa leitura das jogadas futuras.
A pausa para jantar ocorreu depois disso e também nesse momento nos dividimos em duas mesas.
Na nossa falou-se de guerras e de War Games, do BoardGameGeek, de RPG’s, de miniaturas e de como se ganham fortunas a pintá-las e a vendê-las no Ebay.

Na segunda parte do encontro, já com menos gente, foi a vez do El Grande, Samurai e Commands & Colors: Ancients. Os Wargamers sentaram-se em volta do Commands e Colurs e por lá ficaram entretidos, e nem quiseram saber de mais nada. Fizeram bem. O jogo, pelo que pude assistir, é irrepreensível a nível visual. Aquilo parece mesmo uma batalha. É dada ao jogador a possibilidade de sentir vários confrontos ocorridos na antiguidade e de aprender um bocado com isso. Um dos aspectos interessantes deste tipo de jogos, e isso foi falado durante o jantar, é o facto de um jogador ficar mesmo a saber como uma determinada batalha correu, porque, por norma, o próprio procura saber mais qualquer coisa sobre ela. Nem que seja para ver as diferenças entre a simulação do confronto no tabuleiro e o que se passou verdadeiramente no campo de Batalha. O grande atractivo deste Comamnds & Colors é que pode servir de introdução aos WarGames por parte dos Eurogamers. O que aliás já se passava um pouco com o Memoir 44. Depois da conversa que tivemos durante o repasto estou seriamente a pensar em comprar o Bonaparte at Marengo. Não tenho parceiros para jogar um Wargame de 5 horas, pelo que B. at M. de 120 minutos já é mais acessível. Deixo, aliás, o convite a quem o já jogou a deixar o seu comentário com as impressões, bem como se será o melhor começo a um Wargame.
O que não gostei tanto no C&C, e isso também foi dito pelo grande mestre dos Wargames e das miniaturas Manuel Pombeiro, é que independente das baixas que uma pessoa tenha, o poder de fogo continua estranhamente igual. Mas, pronto, a ideia do jogo também é facilitar a experiência.
Eu e o restante da malta debruçamo-nos sobre o El Grande. Jogo que ainda não tinha experimentado mas que tinha enorme curiosidade em o fazer, até porque figura na lista de preferência dessa figura incontornável no mundo dos Jogos de Tabuleiro chamada Zorg.
Adorei o jogo, como toda a gente. Três de nós nunca o tinham jogado e foi interessante ver que todos gostámos imenso da experiência. Além disso foi sempre uma partida equilibrada e como é um jogo em que toda a gente trama toda a gente e onde o factor sorte tem muito pouca interferência, deu azo a grandes alaridos e alguma tensão, principalmente quando o Gustavo prometeu vetar as suas próprias acções.
O jogo fluiu bem e não demorou uma barbaridade de tempo, ao contrário do que se podia imaginar.
Passámos seguidamente ao Samurai. Mais um Knizia inédito para mim. Já havia tido uma grande curiosidade pelo jogo. Se existe alguém que não sabe muito bem o que oferecer de prenda a um viciado jogador de Sodoku, Samurai é a aposta mais do que certa. Junte-se 4 pessoas assim e são capazes de fazer 20 jogos seguidos de Samurai sem notar o tempo a passar. Samurai utiliza muito os números e quem os utilizar melhor ganha. Tudo sobre uma capa de dedução e lógica. O jogo é tão simples que até chateia e é mesmo viciante. Primeiro porque é muito rápido, 30 minutos devem chegar para o resolver e depois porque a experiência é tão boa que se quer repetir vezes seguidas. Fizemos 2 jogos e se não fosse tão tarde e o sono não começasse a atacar poderíamos estar horas naquilo.
Em suma foi um encontro divertido que finalizou eram 3 e meia da matina e onde um espírito de boa disposição esteve sempre presente. Prometeu-se repetir a experiência de quinze em quinze dias e ainda se falou na possibilidade de se organizar um torneio de Tigris e Euphrates e uma Struggle Of Empires party.
E pronto, é esperar o próximo encontro e assegurar aos que não foram que vale a pena na próxima darem lá um salto que certamente irão gostar.
A propósito, abri no BoardGameGeek meia dúzia de jogos de Tigris e Euphrates. Os jogos chamam-se Portugal e a Password é também portugal (minusculas).


















