A introdução audaz
Chegada a altura do balanço, pode-se dizer, sem medo de mentir, que para mim 2006 foi o ano que se seguiu a 2005! Mas, mais importante do que isso, 2006 também foi o ano da Jogatana (que é, como se sabe, um signo chinês muito conhecido)! De facto, posso dizer sem correr o risco de pecar por exagero grosseiro, que este ano joguei mais vezes do que no ano anterior!
Também posso revelar, em primeira mão, que, numa atitude sem precedentes na minha carreira artística, durante este ano registei pacientemente *todas* as sessões de jogo em que participei, utilizando a ferramenta do BGG que existe para o efeito, numa manifestação de geekismo tão surpreendente como inesperada, num homem com a minha atraente compleição física, que não usa óculos e é capaz de manter uma conversa normal com uma mulher durante minutos e minutos, sem desmaiar num turbilhão orgásmico e suado, antes da primeira palavra.
Eestarei a geekificar? Estarei a ser vítima de um processo de transformação gradual e irreversível que culminará com a minha metamorfose total, morrendo para sempre Zorg, o atleta escultural, altivo e orgulhoso, mas sociável e bem sucedido junto das damas, surgindo no seu lugar Zorg, o geek patético, mirrado, fotofóbico e autista?
Ou, por outras palavras, estarei condenado a transformar-me num Hugo?
Esperemos que não e que esta mania parva de registar as sessões de jogos não passe de um delírio, passageiro e sem consequências, e não seja um sintoma preocupante de uma geekite galopante e imparável, contraída via tampo de sanita infectado, numa qualquer casa de banho pública deste país.
Mas, agora que o mal está feito, há que aproveitar os resultados! E a verdade é que agora disponho de informações exactas, quase até ao lançamento dos dados, sobre todos os jogos que joguei em 2006! Iupiiiiiiiiiiii! Assim é fácil tecer alguma considerações inteligentes e fundamentadas!
Infelizmente, eu não gosto de coisas fáceis, pelo que vou optar pelo caminho mais difícil e escrever meia dúzia de banalidades, sem qualquer interesse.
Os mais jogados
O jogo mais jogado em 2006 foi o simpático Roma!
É verdade, de acordo com os registos, joguei Roma 27 vezes! 27 vezes! Nada mau!
Para isto contribuiram certamente o facto de eu gostar muito do jogo (e até já ter escrito qualquer coisa sobre ele, neste blog - é chafurdar para aí, que alguma coisa deve surgir), o facto de ser um jogo exclusivamente para 2 jogadores, o que o torna elegível para ser jogado com 2 jogadores, ao abrigo da Lei Hugo número 27 (a que estabelece inequivocamente quais os jogos elegíveis para serem jogados a 2, pelo Hugo) e também o pouco tempo que cada sessão de Roma pode durar. Todas estas razões fazem-me acreditar que este continuará a sua carreira de sucesso em 2007...
O segundo jogo mais jogado deste ano foi - e este é surpreendente - o Caylus, com um total de 23 vezes! 23 jogos de Caylus, um jogo que não é, como qualquer gajo que já o tenha jogado sabe, propriamente um canapé! 23 jogos de um complexidade, bruteza e algum fundo... é de homem!
A uma média de 2 horas por jogo, significa que passei 46 horas deste ano, ininterruptamente a tentar construir partes de um castelo, numa qualquer terreola de França, quando poderia estar a fazer coisas muito mais produtivas, como por exemplo, escrever posts idiotas para este blog, tricotar camisolas de malha para o Inverno, ou registar sessões de jogo no BGG! No entanto, há um pormenor importante que diminui a dimensão da insanidade: destas 23 sessões de Caylus, só umas 11 ou 12 é que foram ao vivo e a cores, o que reduz o tempo total de construção de castelos em França para umas muito mais aceitáveis 27 ou 28 horas (porque no BSW cada jogo demora uns 20/30 minutos). Mesmo assim é muito!
Outros jogos muito jogados foram Thurn und Taxis, Modern Art, Puerto Rico, Um Reifenbreite, ou os aperitivos Lost Cities e Schotten Totten, todos com mais de 10 jogos registados.
A distribuição
Outra observação interessante que se pode fazer, olhando para estes dados, é a distribuição de cada jogo ao longo do ano. Tomem-se o Um Reifenbreite e o Puerto Rico como exemplo: ambos foram jogados 12 vezes no ano que findou, mas enquanto o Um Reifenbreite foi jogado principalmente até Maio/Junho, que é quando as saudades da volta a França começam a apertar e um gajo sente necessidade de brincar com bicicletas, o Puerto Rico só foi jogado em Dezembro, que foi quando o comprei nos saldos da Ti Ivone Dos Jogos, e também é a altura em que um gajo sente necessidade de chicotear uns escravos e produzir umas matérias primas numa qualquer ilha das caraíbas.
Os menos jogados
Olhando para a parte de baixo da lista, para os menos jogados, também há sentimentos ambivalentes. Se por um lado é inevitável ir buscar uma chibata e proceder a uma sessão de auto-fustigação ritual, como castigo por pérolas como Wallenstein, Mare Nostrum com expansão, Princes of the Renaissance ou El Grande terem sido tão pouco jogados, também não é menos verdade que há alguns jogos mal amados - cujos nomes não serão referidos para evitar ferir susceptibilidades - que não me apanham a jogar outra vez, nem que me metam os testículos num torno e apertem muito, ao som de sevilhanas!
A verdade é que à medida que um gajo vai ganhando calo, vai perdendo o medo de tratar os bois pelos nomes e de ir assumindo que há jogos que pura e simplesmente não prestam... pelo menos para mim!
A conclusão
Jogar é fixe! Comer arroz de marisco é baril! Registar as sessões de jogo no geek é doentio!
As 3 actividades envolvem uma dose considerável de risco pessoal e uma grande vontade de ajudar a humanidade a vencer os desafios que se lhe deparam.
Mas é um risco que estou disposto a correr! Nas palavras imortais e carregadas de sabedoria de António "Pazada" Silva, tratador de elefantes e responsável máximo pela recolha dos dejectos do zoológico de Lisboa: é um trabalho duro, mas alguém tem de o fazer!
Chegada a altura do balanço, pode-se dizer, sem medo de mentir, que para mim 2006 foi o ano que se seguiu a 2005! Mas, mais importante do que isso, 2006 também foi o ano da Jogatana (que é, como se sabe, um signo chinês muito conhecido)! De facto, posso dizer sem correr o risco de pecar por exagero grosseiro, que este ano joguei mais vezes do que no ano anterior!
Também posso revelar, em primeira mão, que, numa atitude sem precedentes na minha carreira artística, durante este ano registei pacientemente *todas* as sessões de jogo em que participei, utilizando a ferramenta do BGG que existe para o efeito, numa manifestação de geekismo tão surpreendente como inesperada, num homem com a minha atraente compleição física, que não usa óculos e é capaz de manter uma conversa normal com uma mulher durante minutos e minutos, sem desmaiar num turbilhão orgásmico e suado, antes da primeira palavra.
Eestarei a geekificar? Estarei a ser vítima de um processo de transformação gradual e irreversível que culminará com a minha metamorfose total, morrendo para sempre Zorg, o atleta escultural, altivo e orgulhoso, mas sociável e bem sucedido junto das damas, surgindo no seu lugar Zorg, o geek patético, mirrado, fotofóbico e autista?
Ou, por outras palavras, estarei condenado a transformar-me num Hugo?
Esperemos que não e que esta mania parva de registar as sessões de jogos não passe de um delírio, passageiro e sem consequências, e não seja um sintoma preocupante de uma geekite galopante e imparável, contraída via tampo de sanita infectado, numa qualquer casa de banho pública deste país.
Mas, agora que o mal está feito, há que aproveitar os resultados! E a verdade é que agora disponho de informações exactas, quase até ao lançamento dos dados, sobre todos os jogos que joguei em 2006! Iupiiiiiiiiiiii! Assim é fácil tecer alguma considerações inteligentes e fundamentadas!
Infelizmente, eu não gosto de coisas fáceis, pelo que vou optar pelo caminho mais difícil e escrever meia dúzia de banalidades, sem qualquer interesse.
Os mais jogados
O jogo mais jogado em 2006 foi o simpático Roma!
É verdade, de acordo com os registos, joguei Roma 27 vezes! 27 vezes! Nada mau!
Para isto contribuiram certamente o facto de eu gostar muito do jogo (e até já ter escrito qualquer coisa sobre ele, neste blog - é chafurdar para aí, que alguma coisa deve surgir), o facto de ser um jogo exclusivamente para 2 jogadores, o que o torna elegível para ser jogado com 2 jogadores, ao abrigo da Lei Hugo número 27 (a que estabelece inequivocamente quais os jogos elegíveis para serem jogados a 2, pelo Hugo) e também o pouco tempo que cada sessão de Roma pode durar. Todas estas razões fazem-me acreditar que este continuará a sua carreira de sucesso em 2007...
O segundo jogo mais jogado deste ano foi - e este é surpreendente - o Caylus, com um total de 23 vezes! 23 jogos de Caylus, um jogo que não é, como qualquer gajo que já o tenha jogado sabe, propriamente um canapé! 23 jogos de um complexidade, bruteza e algum fundo... é de homem!
A uma média de 2 horas por jogo, significa que passei 46 horas deste ano, ininterruptamente a tentar construir partes de um castelo, numa qualquer terreola de França, quando poderia estar a fazer coisas muito mais produtivas, como por exemplo, escrever posts idiotas para este blog, tricotar camisolas de malha para o Inverno, ou registar sessões de jogo no BGG! No entanto, há um pormenor importante que diminui a dimensão da insanidade: destas 23 sessões de Caylus, só umas 11 ou 12 é que foram ao vivo e a cores, o que reduz o tempo total de construção de castelos em França para umas muito mais aceitáveis 27 ou 28 horas (porque no BSW cada jogo demora uns 20/30 minutos). Mesmo assim é muito!
Outros jogos muito jogados foram Thurn und Taxis, Modern Art, Puerto Rico, Um Reifenbreite, ou os aperitivos Lost Cities e Schotten Totten, todos com mais de 10 jogos registados.
A distribuição
Outra observação interessante que se pode fazer, olhando para estes dados, é a distribuição de cada jogo ao longo do ano. Tomem-se o Um Reifenbreite e o Puerto Rico como exemplo: ambos foram jogados 12 vezes no ano que findou, mas enquanto o Um Reifenbreite foi jogado principalmente até Maio/Junho, que é quando as saudades da volta a França começam a apertar e um gajo sente necessidade de brincar com bicicletas, o Puerto Rico só foi jogado em Dezembro, que foi quando o comprei nos saldos da Ti Ivone Dos Jogos, e também é a altura em que um gajo sente necessidade de chicotear uns escravos e produzir umas matérias primas numa qualquer ilha das caraíbas.
Os menos jogados
Olhando para a parte de baixo da lista, para os menos jogados, também há sentimentos ambivalentes. Se por um lado é inevitável ir buscar uma chibata e proceder a uma sessão de auto-fustigação ritual, como castigo por pérolas como Wallenstein, Mare Nostrum com expansão, Princes of the Renaissance ou El Grande terem sido tão pouco jogados, também não é menos verdade que há alguns jogos mal amados - cujos nomes não serão referidos para evitar ferir susceptibilidades - que não me apanham a jogar outra vez, nem que me metam os testículos num torno e apertem muito, ao som de sevilhanas!
A verdade é que à medida que um gajo vai ganhando calo, vai perdendo o medo de tratar os bois pelos nomes e de ir assumindo que há jogos que pura e simplesmente não prestam... pelo menos para mim!
A conclusão
Jogar é fixe! Comer arroz de marisco é baril! Registar as sessões de jogo no geek é doentio!
As 3 actividades envolvem uma dose considerável de risco pessoal e uma grande vontade de ajudar a humanidade a vencer os desafios que se lhe deparam.
Mas é um risco que estou disposto a correr! Nas palavras imortais e carregadas de sabedoria de António "Pazada" Silva, tratador de elefantes e responsável máximo pela recolha dos dejectos do zoológico de Lisboa: é um trabalho duro, mas alguém tem de o fazer!
































