
Aproveitando a crítica feita recentemente neste blog ao Euphrates e Tigris de Reiner Knizia, lembrei-me de escrever sobre outro dos jogos daquele que é considerado por muitos como o melhor game designer da actualidade.
Colossal Arena é, portanto, um jogo de cartas muito fácil de jogar, cheio de boas intenções e cujo objectivo é apenas o de divertir. Nada de grandes raciocínios nem de grandes estratégias. O intuito é fazer com que todos participem e que qualquer participante possa ganhar, principalmente os mais novos que vão o adorar, pelo menos até ao momento que começarem a jogar ao sempre suspeito Magic the Gathering.
O contexto é o seguinte: 8 monstros conhecidos do grande público lutam até à morte em sucessivos assaltos. Cabe ao jogador apostar naquele que julga ter maiores hipóteses para vencer, sendo no entanto os jogadores a assumirem um papel preponderante no resultado final dessas batalhas.
Existem 12 monstros, mas destes, só oito é que entram na arena. Assim temos Amazon, Colossus, Cyclops, Daimon, Ettin, Gorgon, Magus, Seraphin, Titan, Troll, Unicorn e Wyrm.
Cada monstro tem 11 cartas inerentes à sua figura que possuem os valores de 0 a 10. São esses valores que mostram a força do monstro nas batalhas. Ao jogador cabe a tarefa de jogar essas cartas de forma a diminuir ou aumentar a força do dito monstro. Cada jogador tem sempre 8 dessas cartas na mão que joga à vez no sentido dos ponteiros do relógio.
São 5 rondas e cada uma termina quando cada personagem em confronto tiver pelo menos uma carta de força associada a ele. A que tiver a carta de força com o número menor sai de jogo e assim sucessivamente no total de 5 rondas, até que sobrem 3 criaturas que formam assim a tríade vencedora.
Para se ganhar pontos e jogos, o jogador tem de apostar num ou vários monstro que ache que pode defender até ao fim das 5 rondas. Convém que tenha cartas de força altas para o poder indo salvar, ao mesmo tempo que vai distribuindo cartas de valores baixos aos monstros em que os outros jogadores apostaram.
O jogador vai apostando, ao longo das 5 rondas que dura o combate, nos monstros que pensa poder salvar. Essas apostas podem ser feitas a qualquer altura, mas quanto mais cedo as fizer mais pontos amealha. Por exemplo, uma aposta feita na primeira ronda vale 4 ouros, enquanto que na 4ª ronda vale apenas 1. Seja como for toda a gente vê as apostas de toda a gente, excepto se o jogador quiser fazer uma aposta escondida e nesse caso não revela a ninguém, a não ser em condições especiais que vêem nas regras.
Cada criatura tem um poder especial. Deste modo, o jogador que mais apostou num monstro, pode ao jogar uma carta do mesmo, ter direito a activar o seu poder. Existem poderes para todos os gostos e muito diferentes entre si. Desde a possibilidade de trocar cartas, trocar apostas, trocar cartas de mão, tirar cartas aos adversários, activar poderes de criaturas já mortas, etc.

E pouco mais há a dizer. Colossal Arena tende a divertir toda a gente e a única estratégia que existe é aguentar o jogo de forma a que sejamos o último jogador a pôr a última carta de força resolvendo dessa forma que monstros continuam e que monstro morre. Nem sempre é fácil e a dificuldade aumenta quanto maior for o numero de participantes que pode chegar, no máximo, aos 5. Cada partida, se não houver muita conversa, chega aos 45 minutos sem problemas.
Não é um jogo que se jogue vezes sem conta como as obras primas de Reiner Knizia, mas é com prazer com que se gasta uma tarde ao redor do mesmo.
Ideal para festas de aniversário de crianças, casamentos, baptizados e tardes enfastiosas em parques de campismo...
