6x
Houve 2 jogos que foram jogados seis vezes, nos últimos 30 dias: StreetSoccer e Phoenicia. O StreetSoccer é um jogo brilhante para 2 jogadores de Corné Von Moorsel, o génio do mal por trás do nome Cwali! Cada jogador controla uma equipa de futebol de rua e cada jogo corresponde a uma partida. As regras são muito simples, mas o jogo é interessantíssimo! O posicionamento é extremamente importante e há momentos mágicos em que parece mesmo que se está a jogar futebol a sério, com uma equipa a perder e a encostar a outra à área, a tentar o empate, enquanto o relógio se esgota! Muito bom e um dos melhores jogos para 2 jogadores que para aí anda.
O Phoenicia foi outra surpresa e é um dos melhores jogos de 2007, na minha opinião. É um remake do lendário Outpost, em que o autor procurou retirar tudo o que não é essencial e, nas palavras dele, "todas as falsas decisões"! O resultado é um jogo económico complexo, com recursos extremamente limitados! No Phoenicia todos os tostões são importantes, todas as decisões têm muita implicações e, em consequência, todos os erros são punidos. Para além do mais, joga-se em menos de 1h! Altamente recomendado!
3x
Comprei o StreetSoccer por impulso. Gosto de futebol, gosto de jogos, gosto do Benfica e, por isso, não fui tão exaustivo na análise pré-aquisição, como de costume. A coisa correu tão bem e fiquei tão impressionado, que resolvi avançar para outro jogo do mesmo autor. Underrated? Brainburner? Um dos jogos mais injustiçados do ranking do BGG? De logística? Contem comigo! E foi assim que Logistico chegou às minhas mãos! E a única coisa que posso dizer é que é tudo verdade! Mais uma vez, regras muito simples (1 página e meia, já com exemplos) e um jogo com uma complexidade notável! Se um neurónio puder queimar por excesso de carga, como se fosse um fusível, este é um dos jogos que provocaria um apagão no cérebro! Na primeira vez que se joga, é complicado fazer mais do que tocar de ouvido. Mas, à medida que se vai ganhando experiência, as estratégias vão ficando mais evidentes, o jogo ganha outra dimensão. Este holandês é tramado!
O Mr. Jack é outro excelente jogo para 2 jogadores. Não é um jogo de dedução, como se escreveu para aí. É um jogo de posicionamento, de bluff e de planeamento a 2/3 jogadas. É muito mais fácil jogar com o polícia do que com o Jack, não por o jogo ser desequilibrado, mas porque um erro enquanto Jack pode deitar tudo a perder, enquanto com o polícia há mais margem para errar. Os jogos são muito rápidos (entre 10 e 30 minutos) e recomendo que se joguem sempre 2 jogos de seguida, para que os jogadores alternem como Jack. Também é um jogo que tem uma curva de aprendizagem interessante. No início parece tudo óbvio, mas ao fim de alguns jogos já se percebe que há muita coisa menos óbvia.
2x
Comprei o Alhambra porque a minha mais que tudo gosta mesmo do jogo. É dos poucos que ela pede para jogar. E sabem como é, se ela gosta mesmo do jogo eu gosto ainda mais! Até agora, ela tinha ganho TODOS os jogos de Alhambra que tinha jogado, o que me tinha dado algumas luzes sobre as verdadeiras razões que a levam a apreciar o Alhambra e, ao mesmo tempo, me tinha deixado com a ligeira desconfiança de que, se calhar, havia espaço para melhorias na minha estratégia infalível. Nesta última vez, jogámos em casa de uns amigos e no primeiro jogo ela voltou a ganhar. No segundo concentrei-me, calculei, planeei, adivinhei, chorei, rezei e... ganhei! A minha primeira vitória de sempre e logo frente à campeã mundial! O Alhambra é, de facto, um jogo fora de série! :)
O Elasund teve azar. Jogámos há muito tempo e um dos participantes, que por sinal é uma das presenças mais regulares do nosso grupo e não é lá muito brilhante (sim, Francisco, estou a falar de ti), ficou confundido com o jogo e, como sempre faz quando um jogo o confunde, declarou solenemente que não gostava deste magnífico exemplar da fábrica do Dr. Teuber. Infelizmente o referido senhor agora tem andado com menos disponibilidade para a amizade e tem comparecido menos nos nossos encontros. Foi prontamente substituído por outro gamer, mais sagaz e arguto e, principalmente, menos confundível, que depois de jogar Elasund declarou solenemente que este era um dos seus jogos favoritos. Eu, pessoalmente, gosto muito!
O Glory to Rome foi, para mim, uma das grandes surpresas dos últimos tempos. É um jogo complexo e interessantíssimo, onde é fácil aprender as regras, mas muito difícil jogar bem. É da mesma equipa que jogos como o Puerto Rico, mas a sua maior abertura torna-o mais difícil de dominar. É preciso paciência e dedicação, para aprender a jogar bem Glory to Rome. Ainda bem que sou um gajo paciente e dedicado! A caixa é atroz, numa espécie de acrílico transparente, e vai-se partir mais cedo ou mais tarde. Recomendo vivamente que seja substituída por outra comprada na loja dos chineses, até porque é muito difícil conseguir que o jogo caiba todo dentro da caixa original.
1x
Joguei, finalmente, o Age of Empires e achei engraçado. Não é o grande jogo de 2007, nem é um clássico daqueles mesmo, mesmo clássicos. Mas é interessante e engraçado. Há ideias engraçadas e integra bem vários géneros. Parece-me que há ali alguma talha dourada a mais... se calhar o Tom Lehmann, o gajo que eliminou tudo o que é superfluo e reduziu o Phoenicia àquela deliciosa aridez em que tudo o que lá está é essencial, teria um desafio bastante interessante a limpar este jogo...
O Indonesia jogámos ontem e foi, mais uma vez, uma bomba! É um jogo complexissímo, embora em termos de regras seja mais simples do que o Caylus, ou o Puerto Rico, por exemplo. É daqueles jogos em que se fazem planos perfeitos, que depois são demolidos, sem apelo nem agravo, pelo jogador que joga a seguir. Há imensa interacção entre os jogadores, há leilões tensos, há uma malha complexa de consequências pendurada em cada decisão... é, provavelmente, o melhor jogo económico que já joguei.
O fim dos triunviratos é um valor seguro. Relativamente rápido, com vários caminhos para a vitória e altamente confrontacional é uma escolha de eleição para quando há 3 jogadores que têm a mania que são maus. Tenho de jogar mais vezes!
O Twilight Struggle é um dos meus jogos favoritos e está tudo dito. Há uma review deste jogo neste blog, da autoria de um dos gajos mais bonitos e inteligentes de que há memória. Recomendo vivamente a sua leitura.
O Perikles deixou-me um sabor amargo na boca. Gosto bastante da parte política, gosto da forma como se integra com a parte militar, mas não gosto da forma como são resolvidas as batalhas. Acho que resolver todas as batalhas em série e estar 20 minutos a lançar dados foi das ideias mais estúpidas que qualquer designer já teve. Infelizmente faltou alguém, leia-se, o developer do jogo, um amigo, ou a própria mãe do Wallace, que, logo a seguir a ele explicar a ideia para a resolução das batalhas lhe desse um estalo no meio da tromba e berrasse "20 minutos a lançar dados? Estás parvou ou quê? Isso é das ideias mais estúpidas que qualquer designer já teve!". Ainda lhe vou dar mais uma hipótese, porque a parte política é, de facto, muito interessante, mas este é daqueles jogos que podia ter sido um clássico... e não é!
O Reef Encounter era um desejo antigo. Andei a namorá-lo á distância durante muito tempo, como um adolescente apaixonado, mas demasiado envergonhado para dar o passo decisivo. É que o jogo era caro como o caraças! Felizmente Deus Nosso Senhor criou os saldos ainda antes de ter criado o homem e, numa dessas sagradas ocasiões, lá me declarei. E não me arrependi: este sim, é um clássico! Interessante, complexo, único, temático, mas de uma forma estranha... é um jogo para degustar! Não me vou alongar mais, porque estou a pensar colocar aqui uma review mais detalhada em breve. Mas recomendo vivamente! Nunca os recifes de coral foram tão interessantes!