05 setembro 2008

Reportagem: Guia de compras para jogadores com poucos amigos

Um dos grandes momentos da vida dum homem casado é a descoberta do BoardGameGeek por mero acaso e a consequente navegação obsessiva pelos seus menus. O BoardGameGeek torna-se instantaneamente numa amante e o caro leitor não descansa enquanto não lhe percorrer as páginas todas e vislumbrar, sequioso, todas as suas potencialidades. Vai ter orgasmos, vai sonhar com o seu futuro e vai deixar de ter sexo com a sua parceira.
Todo este comportamento é tido, como é lógico, fora do conhecimento da esposa e não vão ser raras as alturas em que terá de fechar rapidamente a janela do browser ao sentir a aproximação da cônjuge. É natural. Aconselho apenas e ser cuidadoso e inteligente e fazer o que costuma fazer com a habitual consulta de pornografia - retirar todas as provas que o possam comprometer do histórico. Mas, não aguentando a pressão constante, a determinada altura toma uma posição que vai ser uma das mais marcantes da sua vida: Aceitar o que a vida lhe reservou e tornar-se abertamente um jogador de jogos de tabuleiro.
Já com mais liberdade e sem peso na consciência, é altura do caro leitor passar o seu tempo livre a consultar as críticas, imprimir as regras para as ler na cama antes de adormecer e fazer planos para comprar um jogo. A escolha vai ser difícil de tomar, porque o pretendente a jogador não quer um mero jogo mas antes o jogo que lhe vai alterar os hábitos e por isso passará muitas semanas numa demanda pelo santo graal.
Como acontece com quase todos, a encomenda é feita e a sua chegada provocará um grande contentamento ao destinatário. Vai ver os materiais, vai colocar a caixa na estante à vista de todos até que vai chegar a uma triste conclusão mais cedo ou mais tarde: Não tem ninguém com quem jogar.
A tomada de consciência de tão triste realidade provocará uma dor no coração e na alma, logo sentirá a necessidade humana de equacionar todo o seu futuro enquanto bebe uma garrafa de Whisky. Afim de se salvar a si e à sua família e num acto de desespero a que nunca pensou chegar, vai pedir à sua mulher para jogar consigo. Se a esposa for honrada e de confiança, como todos esperamos, vai recusar várias vezes até que por fim, já magoada de o ver sofrer pelos cantos da casa, aceita o desafio.
Claro que o jogo que o leitor escolheu não é um jogo que funcione bem a 2 jogadores e em vez de sentir alívio, irá mergulhar numa espiral de ânsia e desespero que o pode levar ao choro.
Face a estas contingências da vida moderna, que tanto a Oprah como a Fátima Lopes escondem do grande público, resta a este blog fazer a justiça que o assunto merece, escrever algumas linhas sobre bons jogos para 2 jogadores.
Aqui vão algumas sugestões, algumas delas poderá encontrar críticas mais aprofundadas pelo blog. Se eu fosse um tipo organizado e com brio da tarefa colocaria links para as críticas, mas não sou. Tenho outras virtudes para compensar, não sei é muito bem quais!



Exploradores (Lost Cities)
de Reiner Knizia
Este é sem dúvida um dos jogos mais apetecíveis para um serão em família. Tornou-se num clássico e raramente alguém põem em causa os seus merecidos méritos. É um jogo de cartas e por isso facilmente aceite pelos novatos nestas coisas. Assume também uma experiência muito próxima dos conhecidos jogos de paciência que normalmente se jogam para ajudar a passar o tédio da hora do almoço. O solitário, instalado com o seu Windows é talvez o mais conhecido e o mais jogado. O que Exploradores traz à baila é a oportunidade de fazer uma vulgar paciência de cartas ao mesmo tempo que compete com um adversário. Ora isto traz propositadamente alguns problemas, ou seja, na sua tentativa por conseguir maximizar o seu jogo vai, como todos os jogos solitários, descartar cartas, mas ao invés das cartas descartadas ficarem despejadas quietinhas num monte, podem ser aproveitadas pelo adversário para que este consiga ser mais eficaz que você. Por isso o jogador não tem só de se preocupar em colocar as cartas por ordem numérica, tem também de se preocupar que o adversário não o consiga fazer e não aproveite os seus restos.
Jogo de 20 minutos que fica bem em qualquer casa e além disso tem edição em português e vende-se em qualquer canto. As mulheres costumam gostar e quando ganham desperta-lhes, sabe-se lá como, uma predisposição real para o sexo.
Para bom entendedor, meia palavra basta!

Classificação: ****

Batlle Line
de Reiner Knizia
Jogo de cartas mais ou menos com os mesmos contornos que Exploradores. Apesar de se jogar duma forma diferente, o grau de envolvimento é semelhante. Aqui o que se quer é que o jogador jogue um estilo de Poker com o adversário. Para ser bem sucedido terá de fazer contas ás cartas que saíram e as que ainda andam em jogo.
Tal como em exploradores as mulheres costumam gostar e quando ganham, bem já sabem o que acontece!

Classificação: ***

Carcassonne: The castle
de Reiner Knizia
Se os puzzles se transformassem em jogos para dois jogadores com pontuação e tudo é natural que não fossem muito diferentes deste Carcassonne: The Castle. Num misto de Dominó e Puzzle, este desafio de Reiner Knizia pede ao jogador que construa dentro das muralhas dum castelo edifícios, torres, estradas, fontes e campos de pasto. As peças encaixam umas nas outras e os edifícios vão-se formando. Quanto maiores forem as construções mais pontos terá o seu construtor. É um jogo levezinho, com alguns rasgos imaginativos especialmente porque existem bónus na pontuação para o jogador mais rápido a chegar a determinado score. A luta pelos bónus é feroz e o interesse do jogo reside precisamente aí.
Aconselho a todos que queiram passar meia hora a descontrair da vida antes da pizza chegar. Quem perde, paga!

Classificação ***

Street Soccer
de Corné van Moorsel
Bem, aqui está um jogo que tem feito as delícias aqui do vosso escriba. É tão fácil que até chateia, Street Soccer assume-se como um objecto muito curioso. O tema é universal e apesar de ter um dado e a sorte estar envolvida em quantidades próximas do industrial, não deixa de ser muito engraçado. À medida que se joga percebe-se, com alguma felicidade, que afinal o azar pode ser diminuído mediante uma boa gestão da posição dos jogadores no terreno. Quando se começa a ter a consciência que são sempre os mesmos a ganhar, o vício envolve os jogadores e simplesmente não se consegue parar de jogar. Por outro lado existem grupos de jogo espalhados pela internet e campeonatos que têm jogadores de todos os países do mundo. Ao contrário dos jogos olímpicos, os chineses são relativamente fáceis de derrotar e é natural que se sinta bem consigo mesmo por disputar uma final. Uma vez cheguei a uma meia-final e estive uma semana sem dormir!
Mas eu tenho tendência para o exagero.

Classificação ****

Catan: the Card Game
de Klaus Teuber
Visto como um dos milhares de subprodutos Catan, nunca foi levado a sério e são raros os novos jogadores que olham para ele com curiosidade, preferindo namorar o jogo de tabuleiro. O namoro é bem visto mas tem o problema de ser um jogo para 4, enquanto o baralho de cartas foi pensado para jogar a 2. Acredite-se ou não Catan: The Cardgame é um jogo muito maneirinho com uma mecânica de jogo bastante interessante e bem pensada e faz lembrar mesmo o jogo de tabuleiro. Tem o problema de não ser muito bonito a nível visual uma vez que precisa de alguma mesa para colocar as cartas que vão saindo, mas dá bem para os gastos e se a sua única opção são jogos para dois, não tenha medo, não vai ficar desiludido. Seja como for, deve resultar melhor com novatos que com jogadores mais experientes. As cartas têm instruções em Inglês.

Classificação: **

Samurai
de Reiner Knizia
Pode parecer um bocado esquisito tantas referencias a este designer alemão. Mas não há como fugir, o homem teve o seu tempo áureo e as suas criações são ainda referências incontornáveis no mundo dos jogos de tabuleiro.
Samurai é um jogo que lembra muito aqueles passatempos matemáticos de jornal, como o Soduku. A ideia é um bocado essa. Colocar tiles de números à volta dos objectivos, ganhando o jogador que possuir as tiles com números mais altos. O problema é que existem muitos objectivos no tabuleiro e o jogador terá de dividir a sua influência numérica por eles. É um jogo que funciona a dois como a três e a 4 jogadores.
Se é do tipo de casal que gosta de jogar Sodoku e essas páginas de jornal são as mais concorridas, pode adquirir o jogo à confiança que vai ficar muito satisfeito. Além disso Samurai introduz uma pitada de sorte que apimenta as coisas e tem um sistema de pontuação bem esgalhado que ajuda a baralhar a lógica.

Classificação: ***

Tigris & Euphrates
de Reiner Knizia
Aqui já se começa a entrar num mundo bem mais misterioso e negro. Tigris e Euphrates é um jogo para 2 a 4 jogadores, mas funciona muito bem a 2. Aqui o que se pretende é que o jogador pense um bocado. Um bocado é pouco. Pense bastante. O tipo de raciocínio pretendido assemelha-se muito ao tipo de raciocínio que se tem nos jogos matemáticos, como o Xadrez ou o Go. Por isso é natural que não seja um título do agrado de toda a gente. Mas as peças coloridas e as nuances desta obra de Reiner Knizia aligeiram muito a frieza dos tabuleiros dos jogos ancestrais.
As regras não são muito intuitivas e dão algum trabalho a digerir, uma vez que só se percebe a função das coisas quando se joga e aparentemente nada faz sentido nas primeiras rondas de jogo. Depois o arco-íris aparece e tudo fica claro e saboroso. Se quer ter uma experiência matemática, não ponha de lado esta possibilidade. Além disso pode ter a felicidade de convidar até 3 jogadores para jogar consigo sem que se perca o encanto do desafio.
Um clássico imortal.

Classificação: *****

Hive
de John Yianni
Já que se fala em Xadrez, nada melhor que referir este Hive, que é talvez o jogo que se pode encontrar neste universo que mais parecenças tem com a invenção persa. As peças andam em cima da mesa em movimentos estranhos, não fossem elas representações de insectos, e as opções são muito abrangentes. Claro que não tem o nível de complexidade do desporto do Karpov o que, ironicamente, acaba por ser uma vantagem competitiva. As peças são poucas, demora 15 minutos cada partida e tem a particularidade de se tornar um vício difícil de resistir. É talvez o jogo que conseguiu angariar mais jogadores para este universo dentro do meu grupo de amigos. Joga-se na praia, nas piscina, na cama, na mesa, no carro, no campo, no elevador e onde houver 50 cm quadrados.
Recomendo vivamente a todos os jogadores de xadrez e a todos os que tentaram mas nunca conseguiram perceber onde se põe o raio da rainha e do rei.

Classificação ****

Agrícola
de Uwe Rosenberg
Pode parecer parvo, mas a verdade que a grande sensação do momento deste hobby é um jogo cujo tabuleiro é moldável ao número de jogadores que se sentarem à mesa. De 1 (sim, leu bem) a 5. Nunca joguei a 2, mas pelas experiências que tive até hoje tanto a 3 como 4, a coisa resultou muito bem e a sensação de se estar perante um dos melhores jogos de sempre é evidente e sente-se a cada segundo. Nada me faz duvidar que a experiência a 2 seja tão boa como em outras configurações. Além disso se por acaso convidar um amigo ou um casal a jantar consigo, e lhe quiser dar a conhecer os jogos de tabuleiro, tem sempre uma opção válida neste agrícola. Tenha só atenção que as cartas têm instruções em Inglês, que pode ser uma informação importante a ter em conta na hora de decidir.
Ah é verdade, o jogo para um jogador não é lá muito interessante.

Classificação: *****

Memoir 44
de Richard Borg
Se tiver um amigo macho que se costuma pendurar na sua SportTV em dias de clássico e que por acaso esteve na tropa e conta histórias mirabolantes da semana de campo, nada melhor que o convidar para mostrar a sua coragem e raça no campo de guerra. Memoir 44 tenta recriar os cenários da segunda guerra mundial opondo os dois lados do conflito. Tem muitas figurinhas e cada uma delas tem especificidades próprias, tanto a nível de poder de fogo como alcance e movimento. As batalhas resolvem-se em meia hora e Memoir 44 acaba por ser uma abordagem bem feliz aos jogos de guerra, apesar da sua simplicidade. Experimente desembarcar na Normandia e perceba a dificuldade da operação. As regras são fáceis de perceber e o livro de instruções tem vários exemplos
As cartas têm instruções em inglês.

Classificação: ***

The Battle of hill 218
de Darwin Kastle
São poucos os jogadores mais veterenos que conhecem este jogo. Só o coloquei neste post para me armar ao pingarelho e dar um tom exótico à coisa. The Battle of Hill 218 é um jogo de cartas muito simples e que tem um ambiente de guerra. Vários tipos de unidades com formas diferentes de entrar em jogo e de alcance. É muito simples e faz lembrar aquele jogo que se jogava antigamente num baralho tradicional que se chamava, salvo o erro, guerra. As cartas vão se anulando umas ás outras até que um jogador fique sem possibilidades de jogar. Cada partida demora 15 minutos e há quem diga que é o jogo de cartas ideal para os wargamers. Foi uma bela surpresa e além disso custa 5 euros.

Classificação: ***

10 comentários:

Catenaccio disse...

Perfeito Hugo. Excelente post, magnificamente abrilhantado pela imagem.

Vou imprimir e levo para ler no intervalo do cigarrinho. Comentários para depois.

Cumprimentos.

Cacá disse...

Fala Hugo... vocês são uma inspiração para esse blogueiro no novo mundo, excelente post....

Só gostaria de indicar alguns jogos, que minha esposa sempre, que está com vontade, joga comigo.

Geister : Jogo onde se tenta sair do tabuleiro com um dos seus fantasmas bons, tenta capturar os fantasmas bons do adversário ou faz com que ele capture as suas almas penadas.

Attika : Jogo de construção de prédios, através de recursos com tabuleiro modular.

Factory Fun : Esse sim pode-se dizer que é o que um board-game seria se tivesse nascido puzzle.

Mr. Jack : O jogador que assume o papel de Jack o estripador tem que sair do tabuleiro e os inspetores tem que capturá-lo, o interessante nesse jogo são os personagens e suas habilidades.

Glik : Jogo abstrato com tabuleiro modular onde tem que se juntar todos os seus peões no centro através de action-points.

Acho que me estendi demais.. hehehehhehe...

Abraços do Brasil.

Duarte disse...

Ah! Parece que terminou a Silly Season por estas bandas ... apesar de ainda esperar, já com algum atraso da review do Wabash e da atribuição dos Estupendos D'Ouro (Zorg r u there??).

Belo post Hugo. De há uns tempos para cá deparo-me com o mesmo problema. Não é que não tenha grupo para jogar, mas agora com a pequenota de 4 meses as jogatanas semanais passaram a quinzenais e como o tempo "jogoless" parece por vezes, uma eternidade a passar, decidi investir mais na minha cara metade como gamer ... e tenho tido uma bela surpresa :)

O que jogamos e gostamos:

1960 The Making of The President - Este por acaso foi a última surpresa ... gostou bastante e já me pediu para repetirmos.

Agricola - Resulta muito bem a 2. Acho que não desgostei do jogo com nenhum número de jogadores (já experimentei com todas as possibilidades).

Caylus - Era interessante ... mas agora há o Agricola :)

Downfall of Pompeii - Embora o tema não chega muito agradável ... o jogo tem umas mecânicas engraçadas.

Goa - Não gostamos tanto a 2 como a 4 ... no entanto a maior parte das pessoas tende a ter opinião contrária pelo que já tive oportunidade de ler classificam-no como um excelente jogo de 2 jogador

King of Siam - Passou despercebido a grande parte da comunidade gamer mas é um excelente area control/brain burner

Ingenious - Para desenjoar os jogos "temáticos"

Notre Dame - Não é tão divertido como a 3 ou 4 (tal como o In the Year of the Dragon) mas joga-se a 2.

E o Pandemic também não é mauzito como jogo cooperativo para 2.

Bons jogos!
Duarte

Carlos Abrunhosa disse...

Parabéns Hugo pelo texto! Cá em casa o que mais jogamos a dois é Thurn and Taxis, Ballon Cup e Aton! Agora que tenho o Stone Age estou desejoso de o experimentar com a versão a 2!

soledade disse...

E eis que os comentários da malta casada começam a aparecer em catadupa...

Hugo, belíssimo post. Muito bem escrito, como de costume.

Quanto aos jogos, a minha mulher, desde que jogou um Brass, não quer outra coisa. É impressionante o que um jogo bom, estimulante e visível (sem um grau de abstracção muito grande) consegue fazer a um casamento. Agora, esse casamento tem de ter um cunhado gamer ali à mão, uma vez que o Brass, fatidicamente, só dá para esgalhar a 3/4.

E porque é que ela prefere o Brass ao Agricola, perguntam vocês?! Bem, a questão é que o Agricola é demasiado responsabilizador para quem o joga (sempre a pensar em dar de comida à malta) e tem uma quantidade de informação (cartas) e aleatoriedade (cartas) que o tornam num jogo demasiado frustrante, por um lado, e "feels like a fucking job" pelo outro.

PS

zorg disse...

#duarte

Queria ter oportunidade de jogar o Wabash mais uma ou duas vezes, antes de escrever a review.

Mas garanto que será publicada ainda antes de Essen 2008! A review e o Estupendo de Ouro Estupendo! :)

Anónimo disse...

uma sugestão bem válida:
ROMA!

lmccs74

hmocc disse...

É bom ler-vos de novo (já cá não metia o bedelho há bastante tempo...)!

Assim de repente os favoritos cá em casa são: 1) Mr Jack; 2) Kahuna; 3) Jambo; 4) Hive; 5) Twillight Struggle (OK este é o meu favorito, mas a minha Lovely Lady ainda não o quis/pode experimentar).

Como novidade insiro aqui um dos últimos jogos que joguei - Conflict of Heroes - que é simplesmente, na minha modesta opinião, o melhor jogo de guerra na variante de combate táctico da actualidade.

No grupo dos jogos que jogam bem com 2 apesar de serem elaborados a pensar em 4, 5 ou 6 jogadores posso indicar: 1) Ticket To Ride; 2) Torres; 3) Power Grid; 4) Lord of The Rings (Knizia co-op); 5) San Juan.

@ Catenaccio: Jogo medieval, 2-6 jogadores? Curta duração? Condottiere. Longa duração? Warrior Knights com expansão Crown and Glory.

Abraços

hmocc disse...

Um grande jogo que experimentei nos ultimos tempos que tanto joga bem com 2 como com 3, 4, 5 ou 6 é o GARIBALDI: The Escape (versão original italiana é Garibaldi: La Trafila).

Basicamente trata-se de uma re-edição do jogo Scotland Yard em que um jogador faz o papel do "fugitivo" Garibaldi e os restantes são comandos austríacos à procura do fugitivo.

Aconselho vivamente a quem gosta de jogos estilo Mr Jack.

Nuno disse...

Parabéns pelo Post... mas
esqueceste-te do Mr. Jack!!
É um jogo muito interessante para 2 jogadores. Foi a minha melhor compra e o mais jogado este ano