03 fevereiro 2010

Os grandes jogos da década: Imperial

Qualquer lista que inclua os melhores jogos da década, terá sempre ter gravado algures, o jogão Imperial de Mac Gerdts. Este simpático alemão, apreciador de peixe assado e água do mar, estava um dia sentado no sofá a fazer zapping quando inexplicavelmente pára num canal que transmitia o famoso concurso roda da sorte. Enquanto tentava acertar nos nomes de filmes e personalidades, deu-se conta que aquela roda a girar, dividida em vários espaços, cada um com o seu valor, era de facto uma invenção espantosa e engenhosa. Foi em passos vagarosos buscar um whisky e também um charuto e, em paz, começou a pensar numa forma de adaptar aquela roda aos jogos de tabuleiro. O resultado desse trabalho foi a Rondel que, apesar de nem sempre salvar os jogos de Gerdts, atingiu o ponto máximo em Imperial, um jogo muito difícil de definir carregado de imaginação e muita coisa verdadeiramente inovadora.
Tudo gira á volta da Rondel. Esta está dividida em várias secções. Cada secção é uma acção que se pode fazer no tabuleiro. Ou seja, existem várias acções que o jogador pode fazer, mas para infelicidade do mesmo, como só pode avançar na Rondel 3 casas de cada vez, só terá disponíveis três acções. À medida que vai avançando abrirá novas e fechará outras. Um mimo.
Para além disso imperial é um jogo em que 6 nações andam à batatada umas com as outras. O objectivo é conseguir influência nas regiões que dividem o mapa. Para que a batatada seja mesmo batatada, vão-se construir navios e mandá-los para o mar, recrutar e movimentar exércitos, construir fábricas, etc.
Até aqui nada de novo. O twist que não estava à espera, é que os jogadores não vão controlar as nações do princípio ao fim da partida. Ao invés, vão comprando títulos desses países. Quem tiver mais títulos dum país fica a controlá-lo A nação mais bem sucedida no fim da partida renderá mais por cada título comprado. Isto origina muito jogo de cintura e alguma ponderação na hora de comprar títulos. O que é engraçado é que cada jogador quando pega numa nação faz dela o que quiser, influenciando todas as outras nações. Imagine que um jogador tem vários títulos da França e da Alemanha. Ora tendo estas 2 nações em seu poder não haverá conflito entre ambas podendo até fazerem uma aliança para atacar a Áustria. Por outro lado, se um dos adversários comprar mais títulos da Alemanha poderá pegar nessa Alemanha e avançar sobre a França. O jogo está sempre a rodar 180º, tornando-o sempre uma caixinha de surpresas. Tudo isto servido com muita porrada e muito conflito. Mas o que interessa é usar as nações envolvidas para proveito próprio. É o dinheiro que faz a máquina girar e não a quantidade de navios que é afundada.
Nota importante para os mais puristas é que não existe pinga de sorte em toda a partida, as batalhas são decididas á razão de 1:1. Ou seja se dois exércitos atacam um, morre um de cada lado ficando no território o restante.
Um jogo obrigatório em qualquer casa ou não fosse ele um SpielPortugal em 2006.

5 comentários:

Bel Boucher disse...

Há um dado histórico importante a ser retificado: ele não pegou um copo de whisky, mas sim, um bom galão português (ele bebe um todos os dias, coisa de louco).


A outra coisa é que, o que mais me interessou nesse jogo, é que, justamente, as batatadas não são obrigatórias. Pode-se passar 2/3 da partida sem guerras e isso não vai diminuir a qualidade da partida.

É realmente um excelente jogo. Pena que está tão difícil de encontrá-lo.

Anónimo disse...

Queremos mais destes...

Anónimo disse...

aonde consigo esse jogo?

Eduardo Wahler disse...

Dá pra jogar online e de graça, esse jogo e a versão Imperial 2030. Além dele ainda tem 7 Wonders, Carcassonne, Domination, Catan e outros.
http://www.brettspielwelt.de/?action=play&loginroom=43

Eduardo Wahler disse...

Dá pra jogar online e de graça, esse jogo e a versão Imperial 2030. Além dele ainda tem 7 Wonders, Carcassonne, Domination, Catan e outros.
http://www.brettspielwelt.de/?action=play&loginroom=43