14 maio 2008

Crítica: Container

- Fod**-**, Car****, estes contentores são para levar até ao terminal 4. E são para carregar ainda hoje. Quem é o encarregado desta mer**?
- Não olhe para mim, chefe! Eu apenas cumpro ordens. O Matias é que disse que os contentores da Alemanha são para o terminal 2. Agora não me fod**.
- A mim é que já me fod**** bem fodi**. Mas o gajo não viu nas guias para onde é que iam os contentores? Onde é que está o filho-da-**** do Matias?
- O Matias estava ali a beber uma cerveja com o Vladimryr.
- Esse cabrão só sabe é beber. Depois fo** esta mer** toda. Cara*** para isto tudo. Arranja-me aí um cigarro! Que Cara***!
(som dum peido)

Este podia ser muito bem ser um diálogo ouvido em qualquer porto de Portugal. Mas também, ao mesmo tempo, poderia ser escutado num qualquer jogo de Container caso as peças dum jogo de tabuleiro conseguissem falar. É verdade que o Zorg insiste em falar com elas nas noites de maior solidão mas, apesar dos seus esforços, até hoje ainda não existem relatos duma possível conversa. Esta contingência da vida, aliás, transformou Zorg numa alma amargurada e rancorosa que se costuma vingar na compra excessiva de jogos ou na prática doentia de Pro Evolution Soccer 6. Felizmente, no meio das suas compras, apareceu uma bela surpresa de nome Container que, curiosamente, não teve a recepção calorosa e espampanante que merecia tanto no seio dos grupos de jogadores de jogos de sociedade, como também na comunidade de trolhas e peões que fazem dos seus músculos o suado ganha-pão.


A arte dos componentes deste recente título da valley Games ficou a cargo do cada vez mais conhecido designer gráfico Mike Doyle. E se é verdade que muita gente não lhe aprecia o estilo, neste caso em particular esteve a um nível bastante alto. Container está artisticamente magnífico. O tema está bem expresso em todos os elementos do jogo, desde os tabuleiros até ao dinheiro, passando pela caixa e livro de regras. Pode-se dizer o que se quiser sobre componentes, mas não há nada como jogar num tabuleiro bonito que retrate duma forma condigna o tema que se quer incorporar na experiência de jogo.
Não posso, contudo, abandonar este assunto sem aqui deixar um comentário aos barcos. O material em que são construídos é bem estranho e existem mesmo murmúrios de alergias terríveis causadas aos mais fracos de epiderme. Contudo, ao pegar neles pela primeira vez senti um arrepio e até era capaz de jurar que são as únicas peças dum jogo de tabuleiro que, se caírem ao chão, se partem em mil bocados. Aquilo é o quê? Barro plastificado?


As regras do jogo são simples. Cada um dos jogadores tem como objectivo ser o mais feliz negociante de contentores de que a memória é capaz de recordar. Para isso terá de, no final da partida, ter mais dinheiro que os demais. A tarefa não é nada fácil e vai dar algumas dores de cabeça, isto porque Container tem um sistema económico muito próprio que funciona consoante as leis da oferta e da procura que se vão alterando ao longo das jogadas. Ter a consciência disso e adaptar-se aos desafios crescentes do mercado idealizado por Thomas Evert e Franz-Benno Delonge é a base do sucesso. No entanto essa adaptação faz-se duma melhor ou pior maneira consoante a sabedoria que o jogador vai tendo em relação ao que se passa nos meandros sujos e mal cheirosos dos ancoradouros.
O sistema é fácil de explicar e aprender. Cada jogador tem o seu porto e vai construir fábricas. Essas fábricas produzem mercadorias ou contentores de diferentes cores. Depois de produzidas, as mercadorias vão ser compradas pelos outros jogadores. Depois de compradas são guardadas nos armazéns dos compradores. Ficam à espera que um barco chegue e que as carregue. Depois disto são vendidas à melhor oferta na Ilha. E é só. Qualquer criança percebe o sistema. É bastante intuitivo e demora 5 minutos a ser explicado. Os problemas, esses, vêm depois.


Fazendo agora uma explicação mais detalhada para aqueles leitores que, sabe-se lá porquê, gostam de ler todas as frases deste blog:
Após a produção das mercadorias o jogador que as produz coloca-as no mercado a um preço. Os jogadores interessados pagam o valor pedido que reverte, como é lógico para o bolso do produtor. O comprador, por seu turno, coloca o produto nos seus armazéns e estipula um preço para as mesmas. Imaginando que o comprador é um tipo com alguma inteligência, vai com toda a certeza revender a um preço mais alto do que comprou. A partir daqui as mercadorias ficam prontas para serem carregadas para os barcos, desde que alguém pague o preço da revenda. Carregados os barcos, estes vão para a Ilha. A ideia é que quantos mais contentores o jogador tiver na Ilha, mais dinheiro ganha no fim. Os barcos chegam ao arquipélago e o seu conteúdo é vendido através dum leilão secreto. Vendida a mercadoria, acaba-se um ciclo. Ora estes ciclos repetem-se várias vezes a longo da partida.
Uma coisa interessante no meio disto tudo é a importância do valor da venda. Um jogador para ter sucesso comercial tem de vender as mercadorias a um preço mais competitivo que os parceiros. Isto porque quanto mais depressa vender o que tem no porto, mais depressa pode iniciar um novo ciclo e mais dinheiro pode ganhar. Dinheiro gera dinheiro meus amigos e quanto mais se tem mais se investe e mais se compra. Comprar é bom, vender é bom. O dinheiro passa de mão em mão e a economia cresce com as vendas. Todos os jogadores são intermediários e produtores ao mesmo tempo.
Perceber o sistema económico não é fácil. Vamos imaginar que eu compro dois contentores que o Zorg produziu por 4 dinheiros. O Zorg ganha assim 4. Eu pego nos dois contentores que comprei e ponho-os à venda para os barcos por 6. O Spirale, após uma longa reflexão, compra duas mercadorias a mim, por exemplo, por 4 e coloca-as à venda para os barcos por 5. Claro que o jogador seguinte, se quiser carregar o seu barco, vai preferir as mercadorias do Spirale porque estão mais baratas. Com esta compra, o Spirale fica com os armazéns vazios e pode comprar mais e eu vou ficar com os mesmos cheios porque não existe comprador. Na verdade o Spirale está a ganhar uma acção em relação a mim. No entanto, se outro jogador quiser comprar-me as duas mercadorias por 6 (porque pode ser essa a única hipótese válida no momento de jogar), ficaria a ganhar um dinheiro em relação ao Spirale. Tudo bem que 1 é uma quantia irrisória, mas se um jogador conseguir ganhar 1 aos demais em muitos ciclos, no final o peso pode ser determinante para o resultado final.
As considerações a tomar neste Container são muitas. E este é um elemento bastante refrescante. O sistema económico em que entramos é bastante subtil e matreiro. Depende também muito duma dinâmica de grupo, mas essencialmente torna-se bastante divertido e desafiante aprendê-lo. Por outro lado, os jogadores não podem comprar e vender todas as mercadorias que lhes apetecer. A tentação é grande, claro, mas precisam de ter infra-estruturas para o efeito. A produção depende das fábricas que compraram e a venda das mercadorias para os barcos depende muito de quantos armazéns construíram.
Vou dar um exemplo. Neste jogo as acções são escassas. Só existem duas acções. Desta forma para poupar acções qualquer jogador que se preze prefere comprar muitas mercadorias duma só vez, do que comprá-las em duas vezes. A razão é simples. É preferível comprar 4 contentores numa única acção do que os mesmos 4 em duas acção diferentes (2+2). Face a isto, o jogador que tiver 4 armazéns, pode colocar no mercado 4 mercadorias para venda. Com isto pode também aumentar o preço das mesmas, porque assim vai permitir ao comprador poupar uma acção. Isso pode ser uma vantagem competitiva em relação aos demais. Como podem perceber, é preciso levar em conta muita coisa para se ser bem sucedido na empreitada.


O valor dos contentores é muito subjectivo, o que torna o jogo ainda mais movediço. Na verdade é bastante difícil determinar o preço dum contentor. Isto porque eles vão ter um valor diferente para cada jogador desde o início do jogo. No princípio é distribuída aos jogadores, uma carta. Esta contém os valores das cores dos contentores que vão ser diferentes para cada negociante. No final do jogo, os valores das cores apresentados nas cartas vão ser multiplicados pelo número de contentores comprados por cada conviva na Ilha. Ou seja, no final da jogatana, o que se assiste é que uma mercadoria vermelha para mim pode valer 10, mas para o Zorg vale apenas 4. Para mim interessa-me ter várias vermelhas, mas para o Zorg não.
Mas a coisa não é tão fácil como parece, porque é precisamente aí que o jogo dá um volte face. Os jogadores vão perder, na Ilha, todos os contentores da cor que mais compraram. Claro que isso gera uma onda de desconforto que se evidencia nos leilões. É muito difícil avaliar o preço das coisas. Os jogadores esforçam-se por salvar as cores que lhes rendem mais e compram as menos valiosas para que estas sejam eliminadas. No exemplo acima, tanto eu como o Zorg queremos comprar mercadorias vermelhas, embora o façamos por diferentes razões. Muito Bom!


Não vale a pena escrever mais sobre este Container. É um grande jogo, muito interessante de aprender e que gera acesas discussões sobre a melhor forma de ganhar dinheiro. A comparação com Modern Art não é de todo estapafúrdia. Mas ao contrário do Modern Art, perceber a dinâmica económica de Container é mais difícil e o jogo não tem os mesmos problemas que o pequeno joguinho do Knizia possui. É preciso muito mais jogo de cintura para ganhar uma partida de Container do que Modern Art, onde por vezes parece que basta pôr no mercado apenas os quadros dos artistas mais badalados.
Como só joguei uma vez, não sei muito bem se depois de percebido o mercado e se ter o seu domínio, se o jogo continua a constituir o mesmo desafio. Julgo que não vai sofrer disso, até porque quem comprar esta pequena maravilha vai ter muitas horas de aprendizagem pela frente, o que compensa em muito a sua aquisição.
Container tem todos os elementos que aprecio num jogo. Leilões, interacção a rodos, Bluff, tema, bom material e a sensação que as peças se movimentam realmente no tabuleiro. Pedir mais é impossível. Além disso certamente é apreciado por toda a gente.
Se bem que o caral** do jogo tenha o infeliz defeito de ser caro como a mer**!

Classificação **** (é a classificação, não se trata de nenhuma asneira)

12 comentários:

zorg disse...

Escelente review. Desta vez estou 100% de acordo com tudo o que dizes.

O jogo é mesmo bom! Impressiona como consegue ser tão tortuoso e intrincado, ao mesmo tempo que apresenta uma limpeza de regras impressionate. É uma obra-prima do falecido Benno!

Uma das coisas que mais me entusiasma neste jogo é a impossibilidade de haver uma filosofia superior à partida. E isto porque são os jogadores que ditam a forma e o ritmo da economia. O que resulta muito bem num jogo, pode não resultar de todo no seguinte e é por isso que a experiência é sempre tão interessante. É preciso estar atento, perceber qual a direcção que as coisas estão a seguir, se possível com a antecedência suficiente para poder tirar partido disso.

Até as regras tradicionais dos jogos económicos não se aplicam. Até aquela velha regra do construir primeiro o motor, para depois retirar o proveito dele, se for seguida aqui, pode trazer consequências desastrosas.

Costa disse...

Boa review.
Eu também gosto muito do jogo. É um jogo bem diferente daquilo a que estamos habituados a ver. É também uma incrível simulação de economia, ao nível básico de um sistema de oferta e procura.
Só não gostei foi da escolha das cores... ui, que tortura, ainda mais para mim que sou meio daltónico.
É bem capaz de ser a obra-prima de Benno, infelizmente não viveu o suficiente para ver CONTAINER bater nas mesas de jogo.

Bruno Valério disse...

Excelente review Hugo.

So dois apontamentos em relação à excelente escolha das imagens :D e no bom senso do Zorg em seguir os conselhos aqui do colega.

Quanto ao jogo muito bom mesmo!

Duarte disse...

Comungando ... É um jogo do cara*#$ :)

No nosso grupo, já jogado por 3x nunca uma mercadoria atingiu os valores mais elevados, nem sequer o valor de 4.

É comum convosco e com a malta de Leiria?

Costa quanto às cores ... olha faz como nós chama-lhe lambrim, pinho, carvão, laranjas, açucar :)

Abraços

soledade disse...

Boa review. Eu também gosto do Container. Não o acho assim "tão bom" como tu escreves mas acho-o bom. Gosto da simulação económica - "micro económica" - simples que o jogo tem.
Agora, depende muito dos jogadores este Container. Pode vir a ser uma boa experiência de jogo como pode ser uma coisa desastrosa.

Duarte, também nunca vi nada acima de 2 a ser comprado por ninguém, é verdade!

zorg disse...

>No nosso grupo, já jogado por 3x nunca uma mercadoria atingiu os valores mais elevados, nem sequer o valor de 4.
-
No armazém da fábrica, ou no do porto?

No do porto, já tivemos muitas vezes bens à venda por 5 (e que são vendidos). No da fábrica, o mais caro que vi foi 4 por contentor, creio eu.

>Gosto da simulação económica - "micro económica" - simples que o jogo tem.
-
Eu gosto muito da simulação económica, embora não a considere nada simples, antes pelo contrário.

>Agora, depende muito dos jogadores este Container.
-
E, na minha opinião, essa é uma das maiores qualidades do jogo. :)

Duarte disse...

Zorg. Expressei-me mal de facto o que pretendia saber era no Porto. De qualquer forma fica a informação de que na fábrica a situação é em tudo idêntica.

Não somos tão sovinas como a malta de Leiria tá visto. Nós ainda arriscamos por vezes um 4 mas como ninguém lhe pega o que leva a gastar uma acção para reorganizar a tabela de preços :(

zorg disse...

>Nós ainda arriscamos por vezes um 4 mas como ninguém lhe pega o que leva a gastar uma acção para reorganizar a tabela de preços :(
-
É interessante perceber porque é que ninguém lhes pega.

Nos nossos jogos, normalmente quem coloca bens à venda mais caros é porque tem uma oferta maior (porque tem mais armazéns) do que a concorrência e, por isso, vai permitir ao comprador colocar na ilha um carregamento maior (à partida, mais valioso) com o mesmo número de acções. É por isso que nos nossos jogos os carregamentos maiores costumam ser comprados, mesmo sendo mais caros. Há outros factores que podem limitar esta lógica (a quantidade de dinheiro presente no sistema, por exemplo), mas regra geral isto costuma funcionar assim.

Nos vossos jogos isso não acontece?

Parece-me que se alguém decidir começar a comprar os carregamentos maiores, mesmo se forem mais caros, e a vendê-los na ilha à mesma velocidade que os outros vendem os carregamentos menores, esse jogador terá alguma vantagem.

Hugo disse...

O comentário do Duarte fez-me pensar no jogo e admito que fiquei excitado ao pensar nele. No comentário claro. Quando fui jogar à Runadrake e me disseram que não tinham achado o jogo tão bom como eu tinha descrito na Review porque vendiam as mercadorias sempre ao valor mínimo, ainda fiquei mais intrigado. Tentei perceber as razões dos preços mínimos. Enquanto ia para casa, depois de contar ao Zorg o problema, tentei entrar fortemente no sistema económico do Container e cheguei a algumas conclusões.
Ora, se os jogadores estiverem em pé de igualdade tanto na produção como no armazenamento, o valor mínimo que estipularam para as vossas mercadorias tem alguma razão de ser. Na verdade pouco importa, porque as margens de lucro vão ser iguais para todos. No entanto isso permite ao gajo que carrega as mercadorias para a ilha ganhos astronómicos.
Agora se um jogador, imaginemos, tem 3 fabricas e os outros duas, isso implica que ele possa vender as mercadorias mais caras, porque vai permitir ao jogador que as armazena comprar duma só vez 3 contentores. Ganha assim acções. Isto, claro está, se tiver 3 armazéns no seu porto. Ao ter 3 armazéns vai conseguir escoar 3 mercadorias duma só vez o que é uma vantagem competitiva apelativa em relação aos jogadores que têm dois armazéns. Isto porque um barco pode ir para a ilha com 3 contentores em vez de dois. Isso permite ganhos maiores ao gajo que carrega o barco e, claro está, o gajo que armazena terá forçosamente de ter um maior lucro. Os preços sobem à medida que a capacidade de armazenamento e produção são maiores. Se assim não for, os tipos que levam os barcos para a ilha ganham o jogo facilmente, porque são os únicos que conseguem ter lucros verdadeiramente importantes. O que até pode ser uma estratégia vencedora. Mas os outros jogadores não podem permitir isso.
Vamos imaginar que o Duarte tem dois armazéns e eu tenho 3. O Duarte vende as suas duas mercadorias do armazém por 2 cada uma (4 no total) e eu vendo as minhas 3 por 2+3+3 (8). Um 3º jogador com o seu barco prefere carregar no Porto do Duarte e levar para o leilão 2 mercadorias, ou prefere levar as minhas 3 e ter mais lucro? Esta é uma questão determinante. Eu preferia levar as 3 duma só vez e gastar uma acção do que comprar 2 a um jogador e 1 ou duas a outro e gastar uma acção a mais. Na verdade coloca-se a questão de quanto vale uma acção em container? O mesmo princípio se pode aplicar às fabricas.
Reflectir sobre estas contingências económicas é a grande piada do jogo. Eu cheguei mesmo a dizer ao Zorg que perceber o sistema económico de Container daria um bom trabalho para os estudantes de economia. Pelo menos aos caloiros. Porque o que se discute aqui é a maneira mais eficaz de ter lucro e reduzir o lucro dos demais. Porque poupar acções é um factor muito importante.
Eu só joguei uma vez a este jogo. Por isso é tudo muito subjectivo por enquanto. Mas dá um gozo do catano pensar nisto tudo. Pode ser que depois de se perceber tudo o que o sistema permite, o jogo perca a sua piada. Mas acredito que os preços tenham tendência a subir. Até porque é muito importante impedir que só o jogador que leva o barco para a ilha ganhe.
Exemplo prático:
Se eu produzir 2 mercadorias na minha fabrica e vender as duas por 2 e o comprador colocar essas mercadorias a vender nos seus armazéns por 4 o que é que acontece? Acontece que o gajo que chegar lá com o barco paga 4 e recebe uns 9 na ilha. A juntar mais 9 do banco, ganha com isto 18-4, ou seja 14. isto é o lucro dele. O jogador que produz ganha de lucro 1 porque tem de pagar 1 para produzir e o gajo do armazém ganha 2. Existe aqui uma discrepância brutal que não é admissível. Certamente não foi assim que o Sr. Belmiro fez a sua fortuna. A não ser que fosse o dono do barco.
O jogo dá pano para mangas e depende muito do grupo com que se joga e a forma como se vai descobrindo as margens de lucro.
Eu, ando doido por o jogar outra vez.

Bruno Valério disse...

Eu penso que as duas estratégias são válidas.

Creio que no entanto depende muito do grupo de jogadores com quem se joga. Aliás o Container é provavelmente o jogo que já joguei cujo sucesso depende do grupo.

Já falei com o Zorg sobre isso. A vossa estratégia é válida já que pagando mais conseguem carregar o barco todo ou quase.

O "problema" no nosso grupo é que não se admitem xulanços :D ou seja preferimos gastar duas acções e comprar mais barato noutro lado.

Mas depende muito do que quem vai levar o barco para a ilha pretende. Se quer ficar com os goods ou se quer apenas vendê-los para ficar com o dinheiro.

De qualquer das formas o jogo funciona bem de ambas as formas não me parecendo que uma estratégia seja melhor do que a outra.

Agora não se deve é colocar o Container de lado apenas porque alguém diz que não gostou. Primeiro o sistema económico do jogo é muito sui generis e depois creio que todos já percebemos que depende muito do resto do grupo.

Acredito e já vi pessoal ficar quase sem reacção a jogar aquilo porque pura e simplesmente não conseguiam entrar no "esquema" do jogo. Tipo NOW WHAT? :D

vital disse...

Boa Crítica, omo sempre ò hugo.
Como já foi escrito o nosso grupo também é fã do jogo. Joga bem e diverte muito. É um jogo simpático e om um sistema económico meio louco. É preciso ter espirito para o jogar. Como já disse várias vezes, não é para levar a sério e talvez seja essa a sua maior virtude.

Temos de nos juntar para fazermos umas partidas todos juntos.

P.S.
Descobri recentemente mais um jogo deste autor. Transamérica. Imediatamente se tornou o meu filer de referência. Tem de o jogar.

Alzerni Etna disse...

Pessoal, boa tarde!

Onde poseria estar adquirindo um exemplar deste jogo pra mim?

Depois de todos esses comentários e infirmaçoes a respeito deste jogo fiquei super curiosa e afim de jogar.

No aguardo

Grata,